Jair Bolsonaro e a saga pela reeleição de 2022
- Harpia Network
- 3 de nov. de 2021
- 2 min de leitura
Que o Presidente Bolsonaro pretende ser candidato na eleição geral de 2022, não parece ser uma dúvida. Ele quer. A questão que se coloca é: por qual partido e usando que tipo de plataforma eleitoral? Tendo realizado pouco durante o seu mandato, e protagonizado todas as crises nacionais desde sua posse, o caminho para a reeleição é estreito e diminui a cada dia que passa.
Segundo o Poder360, 36% dos eleitores afirmam que só votariam em Lula (PT), enquanto outros 28% só votariam em Bolsonaro (Sem Partido). Para a terceira via (tese pela qual um candidato nem petista e nem bolsonarista despontaria), o cenário é completamente desfavorável. Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB) aparecem empatados, com 9% de declaração de voto único cada. Seguido por Sergio Moro (Podemos), com 8% e Eduardo Leite (PSDB) com 5%.

Os cenários possíveis
Tendo em vista estas (e outras) pesquisas, a tendência é muito clara:
1º. Consolidação da candidatura petista;
2º. Consolidação da candidatura bolsonarista;
3º. Indecisão entre os pré-candidatos da terceira via;
Em todos os cenários, ainda não surgiu um nome capaz de desbancar Bolsonaro ou Lula no primeiro turno, de modo que a liderança do petista é arrebatadora. O presidente Bolsonaro não parece mostrar sinais de arrefecimento, sinalizando para sua consolidação entre o eleitorado. Ciro Gomes, o mais bem colocado nas pesquisas por entre a terceira via, tem dificuldades de se inserir entre eleitores de esquerda e de direita, sendo rejeitado por ambos os lados (por razões distintas).
Além disso, a demografia não ajuda. Lula está estabelecido como candidato favorito no Nordeste e Ciro Gomes, apesar de buscar o mesmo voto, não consegue furar o bunker petista. Sobra, portanto, o eleitor do Sudeste e do Sul. Mas estes eleitores ainda estão indecisos entre João Doria, Eduardo Leite e Sergio Moro, assim como há grande parcela que já está decidido em seguir com Bolsonaro e com Lula. Desta forma, a cada dia que passa, fica mais claro que a polarização será o modus operandi de 2022. E Lula, até agora, está se saindo melhor.

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